Textos de História

Agosto 19, 2008

A filosofia pós-kantiana

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A filosofia pós-kantiana (séc. XIX)

Todos os bons espíritos repetem, desde Bacon, que somente são reais os conhecimentos que repousam sobre fatos observados.
Ciência, logo previsão, logo ação. (Comte)

A crítica feita por Kant à metafísica na Crítica da razão pura provocou o aparecimento de duas linhas divergentes entre os filósofos posteriores. De um lado, os materialistas (Feuerbach) e os positivistas (Comte), sendo que estes reduzem o trabalho da filosofia à mera síntese dos resultados das diversas ciências particulares, não cabendo ao filósofo teorizar sobre “idéias sem conteúdo”. De outro, os idealistas (Fichte, Schelling e Hegel), que levam às últimas conseqüências a capacidade que Kant atribuía à razão de impor formas a priori ao conteúdo dado pela experiência. Portanto, para os idealistas, a filosofia é o estudo dos processos pelos quais a realidade deriva dos princípios constitutivos do espírito: o mundo é o produto de um movimento do pensamento.

O Positivismo

A Revolução Industrial nó século XVIII, expressão do poder da burguesia em expansão, demonstrou a eficácia do novo saber inaugurado pela ciência moderna no século anterior. Ciência e técnica tornam-se aliadas, provocando modificações no ambiente humano jamais suspeitadas. De fato, basta lembrar que, antes do advento da máquina a vapor, usava-se a energia natural (força humana, das águas, dos ventos, dos animais) e; por mais que houvesse diferenças de técnicas adotadas pelos diversos povos através dos tempos, nunca houve alterações tão cruciais como as que decorreram da Revolução Industrial. (mais…)

Revista História Viva, p. 25

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Revista História Viva, p. 25

Apesar de ter dois reis vitalícios e hereditários no topo da pirâmide política, Esparta não vive num regime monárquico. Os reis dirigem a vida religiosa e militar da cidade, mas são fiscalizados por cinco éforos, magistrados eleitos anualmente, que têm grande poder de controle e decisão. Os éforos têm ao seu lado o conselho dos anciãos, chamado gerúsia, que reúne 28 membros com mais de 60 anos, eleitos por aclamação para cargos vitalícios.

Há também uma assembléia popular, formada pelos homoioi (em grego, iguais ou semelhantes), chamada apela. Ela desempenha apenas papel consultivo e reúne todos os cidadãos com mais de 30 anos que correspondem a determinados critérios. São eles, e apenas eles, os verdadeiros cidadãos de Esparta. Todos são do sexo masculino, de nascimento livre e com origens espartanas. Eles elegem os senadores (os anciãos da gerúsia) e os éferos.

Esses cidadãos, cerca de 8 mil no início do século V a.C., estão convencidos de sua superioridade, mas têm direitos limitados e, principalmente, muitos deveres. Como todo trabalho manual lhes é proibido, vivem da renda de seus dotes de terra e devem, dos 20 aos 60 anos, estar permanentemente à disposição da cidade para participar dos treinamentos militares em equipe e, eventualmente, ir para a guerra. Os cidadãos iguais constituem uma casta da aristocracia militar, que vive desde a adolescência num coletivismo radical. Durante toda a vida devem fazer as refeições em grupos de 15. Cada um deve conseguir pagar sua parte, sob pena de ser destituído de sua condição de cidadão. Essas refeições são, em princípio, frugais. A especialidade dos cozinheiros de Esparta é o caldo negro, um ensopado feito com sangue de alguns animais, misturado com vinagre e especiarias. Pode-se beber vinho, mas é proibido ficar bêbado. Os que não respeitarem as regras estão sujeitos a castigos imediatos, como a surra de vara, ou sanções mais severas — podendo ir até à pena de morte — em caso de falta grave à disciplina. (mais…)

Idade Média, A

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Idade Média, A
Nascimento do Ocidente

Autor: Franco Junior, Hilário
Editora: Brasiliense
ISBN: 8511000550

O período entre os séculos IV e XVI é tradicionalmente conhecido por Idade das Trevas, Idade da Fé ou, com mais freqüência, Idade Média. Todos eles rótulos pejorativos, que escondem a importância daquela época na qual surgiram os traços essenciais da civilização ocidental. Nesta, mesmo países surgidos depois daquela fase histórica – caso do Brasil – têm muito mais de medieval do que à primeira vista possa parecer. Olhar para a Idade Média é estabelecer contato com coisas que nos são ao mesmo tempo familiares e estranhas, é resgatar uma infância longínqua que tendemos a negar mas da qual somos produto. De fato, para o homem do Ocidente atual compreender em profundidade a Idade Média é um exercício imprescindível de autoconhecimento.

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Por que a Antiguidade?

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Por que a Antiguidade?
Roger-Pol Droit

Poderíamos pensar que existem questões mais atuais, e aparentemente mais urgentes, que as relações entre os gregos, os romanos e nós. É verdade que temas de reflexão não faltam. Múltiplos domínios podem suscitar encontros e diálogos entre pesquisadores e grande público. É por isso que o Forum Le Monde Le Mans tornou-se anual. Nascido em 1989, sob a forma de uma experiência que não era destinada a tornar-se regular, ele reúne desde então — em Le Mans, a cada ano, próximo ao dia de Todos os Santos — especialistas pertencentes a diversas disciplinas, livres para desenvolver suas análises divergentes, e milhares de ouvintes, livres para colocarem suas questões. Este Fórum tenta inventar um lugar para reflexões e debates de estilo incomum, centrado sobre problemas de fundo ligados à atualidade dos saberes e às grandes perplexidades de nossa época. À primeira vista, nossa relação com a Antiguidade grega e romana é, portanto, um tema que pode surpreender: ele nada tem de crepitante. (mais…)

Em Busca da Idade Média

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Em Busca da Idade Média
Autor:  Le Goff, Jacques
Editora: Civilização Brasileira

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Escola dos Annales 1929 – 1989, A

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Escola dos Annales 1929 – 1989, A
Autor: Burke, Peter
Editora: UNESP

Este livro é a primeira história do movimento surgido na França, agrupado em torno da revista ‘Annales’, desde a sua fundação até o momento. O autor argumenta que este movimento tem sido a mais importante força no desenvolvimento daquilo que passou a ser chamado de Nova História, analisando historiadores como Lucien Febvre e Marc Bloch, os fundadores, passando por Ferdinand Braudel e chegando até Georges Duby, Jacques Le Goff e Le Roy Ladurie.

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