A filosofia pós-kantiana (séc. XIX)
Todos os bons espíritos repetem, desde Bacon, que somente são reais os conhecimentos que repousam sobre fatos observados.
Ciência, logo previsão, logo ação. (Comte)
A crítica feita por Kant à metafísica na Crítica da razão pura provocou o aparecimento de duas linhas divergentes entre os filósofos posteriores. De um lado, os materialistas (Feuerbach) e os positivistas (Comte), sendo que estes reduzem o trabalho da filosofia à mera síntese dos resultados das diversas ciências particulares, não cabendo ao filósofo teorizar sobre “idéias sem conteúdo”. De outro, os idealistas (Fichte, Schelling e Hegel), que levam às últimas conseqüências a capacidade que Kant atribuía à razão de impor formas a priori ao conteúdo dado pela experiência. Portanto, para os idealistas, a filosofia é o estudo dos processos pelos quais a realidade deriva dos princípios constitutivos do espírito: o mundo é o produto de um movimento do pensamento.
O Positivismo
A Revolução Industrial nó século XVIII, expressão do poder da burguesia em expansão, demonstrou a eficácia do novo saber inaugurado pela ciência moderna no século anterior. Ciência e técnica tornam-se aliadas, provocando modificações no ambiente humano jamais suspeitadas. De fato, basta lembrar que, antes do advento da máquina a vapor, usava-se a energia natural (força humana, das águas, dos ventos, dos animais) e; por mais que houvesse diferenças de técnicas adotadas pelos diversos povos através dos tempos, nunca houve alterações tão cruciais como as que decorreram da Revolução Industrial. (mais…)


